quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mais um pterossauro

O Brasil já conta com uma verdadeira coleção de espécies de pterossauros, rica em quantidade e variedade. Paleontólogos identificaram mais uma espécie de réptil voador que viveu em nosso país.

O Tupuxuara deliradamus, de 4,5 metros de invergadura e de 100 milhões de anos de idade. Seu nome científico foi dado por causa do formato da fenestra nasorbital, localizadano crânio e que possui formato de diamante.

A característica mais marcante é a crista localizada no topo de sua cabeça e que segundo o paleontólogo Mark Witton servia apenas para indicar dimorfismo sexual. O que contrária a hipotese formulada pelo paleontólogo brasileiro Alexander Kellner, de que a crista serviria para resfriar o corpo do animal, tal qual o radiador de um carro.

Mas, Witton firma que os vestígios de vasos sanguíneos são muito superficiais e dessa forma não poderia exercer essa função. Argumenta ainda que em outros tupuxuaras, a crista só é encontrada desenvolvida em indivíduos adultos o que reforçaria a sua tese.

A descoberta causou rebuliço não só pelo conteúdo científico, mas também pelo fato do fóssil brasileiro ter sido estudado e descrito em uma universidade do exterior. A venda de fósseis é proibida por lei e existe suspeita de contrabando para o exterior.

5 comentários:

Ravick disse...

"Ah, não sei... o fóssil apareceu aí, ninguem tava estudando ele, aí eu resolvi estudar..."

Anônimo disse...

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Pablo Moreno disse...

Descoberta bem interessante!

Fósseis saem do Brasil para o exterior mais do que chinelo havaianas.
É uma pena pois devem existir milhares de espécimes ainda não descritos pegando pó na casa de colecionadores particulares.

Mas também será que da para culpar o povo que vive principalmente no norte por aceitar 300 reais de estrangeiros em troca de uma "pedra velha"?
Infelizmente eu acho que não....
Tem muita coisa o que mudar para que isso pare de ocorrer...

Eduardo Real disse...

Pablo

De fato a descoberta é muito boa. Mais uma página da pré-história brasileira que foi traduzida.

Mas me surpreende que os institutos de pesquisa do Brasil não tenham um programa de parceria com as comunidades pobres que escavam os fósseis. Não sabia que os contrabandistas pagavam tão caro por um fóssil. Em uma reportagem mostrou que peixes fossilizados eram vendidos por alguns centavos. Emfim, esses fósseis estariam melhor nas universidades brasileiras.

Pablo Moreno disse...

Eduardo

Sim, é um absurdo que as universidades não trabalhem com as comunidades, mas também com tão pouco investimento que os dep. de paleonto possuem da para entender (mas não que isso seja desculpa).
Principalmente quando vemos que a Argentina possui 20x mais investimento em paleontologia que nós.
A criação de museus e centros de pesquisa nesses locais provavelmente faria a diferença, colocando os moradores que contrabandeiam trabalhando nos nesses centros, protegendo os sítios paleontológicos e consequentemente criando potencial turístico na região.

A Niede Guidon conseguiu fazer isso criando o Museu do Homem Americano, mas que infelizmente vira e mexe fica em risco de fechar as portas.

Quem sabe um dia não conseguimos...sonhar não custa nada e eu sou otimista.