domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dugongo de Steller


Georg Wilherm Steller (1709-1746), foi um naturalista alemão que viveu no século 18. Nascido em Windsheim, se tornando zoologo, botânico e médico pela universidade de Wittemberg, e formando sua carreira acadêmica na Rússia. E de lá partiu na segunda expedição em direção ao Estreito de Bering, em que atuou como naturalista. Partindo de São Petersburgo em 1738, Steller foi ao Alasca, lugar muito pouco explorado e com várias espécies ainda novas para a ciência. Em contato com uma biodiversidade desconhecida, o naturalista catalogou várias espécies, muitas recebendo seu nome como homenagem.

O dugongo-de-Steller (Hydrodamalis gigas), um grande sirenídeo, anteriormente encontrado no Mar de Bering é uma delas. Descoberto em 1741, nas ilhas Copper.

O animal media 7,9 metros de comprimento e pesava cerca de 5 a 11 toneladas, muito maior que as outras espécies de peixe-boi. Era exclusivamente aquático, com uma pele negra e espessa. Tinha a cabeça pequena em relação ao corpo e um pescoço curto, porém flexível que o ajudava a se alimentar. Não tinha dentes, apenas dois ossos achatados localizados acima e o outro abaixo da boca. Também tinham as narinas na ponta do focinho, olhos pequenos e como os outros sirenídeos possuía longas cerdas em torno da boca. De acordo com Steller, eram totalmente inofensivos e alimentavam-se de uma espécie de alga marinha.

També relata que ele nadava muito mal e que era incapaz de mergulhar ou mesmo submergir completamente o seu corpo. Talvez isso é devido ao seu grande tamanho corporal que levou a um aumento do volume dos pulmões, intestinos e da camada de gordura. Assim ele ocupava um nicho único, comendo algas na superficie de águas muito rasas. Anatomistas analisaram suas ossadas e descobriram que as nadadeiras se posicionavam para baixo, dessa forma ele podia "caminhar" no raso. Sua pele grossa completa o protegeria do atrito com as rochas.

Tinham um comportamento social complexo. Era um animal gregário, com bandos que incluíam indivíduos de sexo e idades diferentes, com os filhotes ficando no interior do grupo, para protege-los durante seus deslocamentos. Eram monogâmicos e havia uma relação muito forte entre o casal. Há relatos em que o bando vinha em socorro de companheiros arpoados.

Os grupos eram encontrados em estuários de rios, o que faz especular que eles precisavam beber agua doce.

Quando Steller descreveu a espécie, a população era pequena e ocupava um espaço limitado. Apesar de descrever que viviam em grupos numerosos, o zoólogo Leonard Hess afirmou posteriormente que a época não passavam de 1500 indivíduos. Foram rapidamente extintos por marinheiros, caçadores e comerciantes de peles, sendo usados como fonte de carne e gordura. Aproveitando sua pele e o leite das fêmeas abatidas para fabricarem manteiga.

Paul Anderson argumenta que a caça da lontra-do-mar pode ter sido um agravante. Com sua redução, a população de ouriços-do-mar – sua principal presa – aumentou muito e diminuído a quantidade de algas, a principal fonte de alimento do dugongo-de-Steller. Sendo depois extinto pelo homem, apenas 27 anos após sua descoberta




2 comentários:

Caio disse...

Aee
curti o artigo, nem sabia da existencia desse animal ai
se bem que agora ja era né =/
ser humano é foda :S

Ravick disse...

Malditos caçadores! Eu ia adorar cravar um arpão em um deles...