quarta-feira, 2 de abril de 2008

O predador dos mares

Colunista apresenta o crocodiliforme extinto de hábito marinho que acaba de ser descrito por pesquisadores brasileiros

Paleontólogos brasileiros anunciaram esta semana uma importante descoberta que deve nos ajudar a entender como evoluíram os répteis que habitaram os mares do passado. O Guarinisuchus munizi, encontrado em Pernambuco, viveu na costa do Nordeste brasileiro há cerca de 62 milhões de anos e é o mais completo representante na América do Sul de um grupo de répteis conhecidos como dirossaurídeos.

Os dirossaurídeos, por sua vez, se incluem em um grupo mais amplo, que possui uma história única no registro geológico da Terra: os crocodiliformes. Esses répteis surgiram há aproximadamente 200 milhões de anos e sobreviveram a diversos eventos de extinção em massa no planeta até chegar aos dias de hoje. Nesse intervalo, eles se modificaram e se adaptaram com o passar do tempo.

Hoje esses répteis contam com apenas 23 espécies, representando três grupos: jacarés, crocodilos e gaviais. Mas no passado, como já vimos em outra coluna , a diversidade era enorme, com espécies de hábitos completamente terrestres e outras totalmente marinhas, como a que acaba de ser descoberta.

Descoberta inesperada
Há cerca de cinco anos, os colegas José Antonio Barbosa e Maria Somália S. Viana estavam realizando uma atividade de campo rotineira na Mina Poty, situada ao norte de Recife (PE). Essa mina é um dos poucos lugares no Brasil onde se registra o limite entre os períodos geológicos Cretáceo e Paleógeno (ou K/Pg – antigo K/T). Esse limite marca a extinção de diversos grupos, incluindo a maioria dos dinossauros.

Antonio e Somália encontraram, cerca de 11 metros acima do limite K/Pg, ossos e dentes envoltos em rochas calcárias de coloração cinza. No início não estava bem claro a que animal pertenciam, mas eles sabiam que era algo muito importante. Até então, os únicos vertebrados que aquelas camadas – designadas de Formação Maria Farinha – tinham fornecido eram dentes de tubarões, peixes ósseos, placas de tartarugas e ossos isolados de crocodiliformes marinhos do grupo dos dirossaurídeos.

Esse grupo de répteis, bastante raro na América do Sul, foi um dos poucos a ter sobrevivido à extinção do K/Pg. No Brasil, seus restos sempre se limitaram a ossos isolados – basicamente vértebras e dentes –, justamente da Mina Poty e arredores. Existia, ainda, um exemplar meio obscuro que tinha recebido o nome de Hyposaurus derbi no século 19.

Reconhecendo a importância da descoberta, eles coletaram os ossos e iniciaram a penosa tarefa de preparação do material, que contou, além de Antonio, com um grande esforço de Marcia Cristina da Silva, então aluna de Somália. A preparação acabou sendo finalizada no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com financiamento da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).

O mais completo dirossaurídeo sul-americano

À medida que a preparação avançou, constatou-se que o exemplar em questão era não só o mais completo representante dos dirossaurídeos da América do Sul, mas também uma nova espécie, que recebeu o nome de Guarinisuchus munizi. ‘Guarini’ vem do tupi e significa guerreiro; ‘suchus’ é um termo que vem do grego e é comumente empregado na descrição de crododiliformes extintos. Com o nome específico os pesquisadores fizeram uma justa homenagem ao paleontólogo Geraldo da Costa Barros Muniz, que muito contribuiu para a pesquisa de fósseis no Nordeste.

De forma geral, os dirossaurídeos possuem a parte anterior do crânio relativamente comprida e fina lateralmente, o que lhes dá um aspecto tubular. Os dentes são grandes, delgados e pontudos, o que os diferencia bem dos demais crocodiliformes, incluindo as formas recentes. O Guarinisuchus munizi também possui as aberturas temporais na parte superior do crânio bem desenvolvidas, maiores do que as órbitas, outra característica que permite classificá-lo no grupo dos dirossaurídeos.

Poucos dirossaurídeos são conhecidos, a maioria procedente de depósitos da África. O estudo dos cientistas brasileiros mostrou que o Guarinisuchus munizi era aparentado com algumas formas africanas, o que permitiu estabelecer uma teoria sobre a dispersão desses animais: a partir de sua suposta origem na África, eles teriam chegado primeiro à América do Sul para, dali, alcançar o litoral da América do Norte.

Porém, existe um outro ponto de destaque dessa pesquisa, publicada esta semana na Proceedings of the Royal Society B, com participação deste colunista. Na Mina Poty, as rochas do período Cretáceo, que são mais antigas do que 65 milhões de anos (situadas, portanto, baixo do limite K/Pg), possuem restos (sobretudo dentes) de um outro grupo de répteis marinhos chamado de mosassauros ou lagartos marinhos.

Esses restos haviam sido estudados primeiramente pelo importante pesquisador brasileiro Llewellyn Ivor Price (1905-1980). Uma nova análise do material, feita pelos paleontólogos Luciana Carvalho e Sergio Azevedo (ambos do Museu Nacional), indicou a existência de uma diversidade de mosassauros, com várias espécies

Substitutos dos mosassauros?

Sabendo disso e levando em conta também que, acima do limite K/Pg, não são mais encontrados restos de mosassauros, mas sim o Guarinisuchus munizi, Antonio e seus colegas puderam propor uma hipótese. Os pesquisadores acreditam que, após a extinção dos mosassauros, os dirossaurídeos passaram a ser os principais predadores dos mares do passado nas antigas costas brasileiras.

Resta agora saber se esse padrão de substituição dos mosassauros por animais como o Guarinisuchus munizi foi algo local, restrito ao Brasil, ou um fenômeno mundial, como acreditam os autores. Para que se tenha uma melhor avaliação dessa hipótese, são necessários agora estudos mais detalhados da distribuição dos dirossaurídeos e dos mosassauros.

Além disso, seria importante que houvesse mais estudos estratigráficos, particularmente na África, onde os dados geológicos dos lugares com restos desses répteis extintos ainda são meio confusos.

Uma reconstrução em vida de Guarinisuchus munizi de 3 metros, ambientada com fósseis originais da Mina Poty, encontra-se exposta no Museu Nacional, situado no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Cidade Maravilhosa. Esse belíssimo trabalho, com um realismo fora do comum graças ao excelente trabalho do paleoescultor Claudio Salema e do museólogo João Carlos Ferreira, retrata essa "fera" dos mares que aterrorizava as costas nordestinas há 62 milhões de anos.

Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências
26/03/2008

Mais informações e imagens estão no (ótimo) artigo original
http://cienciahoje.uol.com.br/115515

terça-feira, 25 de março de 2008

Aves da Noza Zelândia

POR EDUARDO REAL




As ilhas da Nova Zelândia, localizadas na porção sul do planeta se encontram isoladas das grandes massas continentais, apresenta clima diferenciado e relevo acidentado que aparentemente formam um lugar inóspito, mas que originaram um ecossistema único.



O arquipélago fazia parte de Gondwana, um supercontinente que englobava África, América do Sul, Antártica e Austrália. Da qual se separou por volta de 80 milhões de anos atrás, tendo entre os animais nativos aves primitivas e nenhum mamífero. E devido ao seu isolamento relativo os segundos não chegaram até o local originando uma fauna dominada por aves, répteis e insetos e que não possuía mamíferos – exceto três espécies de morcegos.

Assim, nesse meio ambiente os nichos ecológicos que em outros lugares são ocupados por mamíferos foram ocupados pelas aves. Originando espécies com adaptações incomuns para as aves e variedades que não aparecem em nenhum outro local. Tendo uma extraordinária diversidade delas até a chegada do homem.


Também houve a preservação de parte da biodiversidade original de Gondwana, mesmo vegetais como as Podocarpáceas e as faias que pouco alteraram suas formas em milhões de anos, as poucas árvores não originais vieram a bordo nos intestinos das aves migratórias. Muito da fauna de artrópodes e de vertebrados foi mantida como anfíbios incomuns e o tuatara. A maioria dos imigrantes veio da Austrália e alguns pássaros são originários da ilhas Caledônias que são muito semelhantes.

Neste período, um grupo que teve presença marcante foi os moas, aves não voadoras extintas e endêmicas pertencentes à família Dinornithidae. Estão entre as maiores aves que já existiram, com dimensões maiores que a dos avestruzes, tendo mais de 2 metros de altura e pesavam em torno de 250 kg. A maior espécie era o Dinornis robustus com mais de 2,5 metros e 300 kg.


Eram herbívoras e se alimentavam de vegetais dentro das florestas neozelandesas, onde possivelmente viviam em pequenos grupos. Uma das características mais marcante são suas asas completamente atrofiadas, não possuindo mais ossos e nem as junções delas com o corpo, mostrando a que ponto chegou sua adaptação ao habitat terrestre. Possuíam pernas fortes com pés grandes, pescoço longo e cabeça pequena acompanhada de um bico reto com narinas bem desenvolvidas. Outra característica evidente é o dimorfismo sexual, as fêmeas tinham um porte bem maior que o dos machos, tanto que os primeiros analisarem os seus ossos chegaram a classificar indivíduos de sexos diferentes em espécies separadas.



Os moas ocupam um nicho que nos continentes é preenchido pelos mamíferos ungulados. Era o herbívoro dominante em seu ecossistema, apesar da presença de aves que ocupavam nichos semelhantes como o Adzebill, muito parecido com o moa, mas com tamanho menor.

Outra ave muito comum na Nova Zelândia é o kiwi. Do tamanho de uma galinha, é parente dos moas e também a menor ave ratita do mundo. Assim como as aves deste grupo, não voam. Mas com o diferencial de que as asas, assim como os moas, se encontram muito atrofiadas e escondidas embaixo das penas que tem o formato de pelos, dando a impressão de serem inexistentes. Também não possuem outras estruturas para o vôo como a fúrcula e nem penas rígidas como os pássaros voadores. Apesar da semelhança entre os dois grupos, análises do DNA mitocondrial mostram que os moas são mais aparentados a casuares e emus. Outra característica incomum é a sua visão deficiente, ao contrário da maioria das aves, e olfato muito desenvolvido que lhe permite farejar minhocas que estão debaixo do solo. Se alimenta de minhocas, vermes, larvas, frutas e sementes que apanha com seu longo bico. Tem hábitos noturnos, para evitar predadores.

Uma ave com hábitos muito semelhantes aos dos kiwis é o kakapo (Strigops habroptilus) uma espécie de papagaio noturno, nativo do local. É o único Psitacídeo incapaz de voar. Suas asas pequenas servem apenas para que mantenham o equilíbrio ao andar entre os galhos. Não possuem musculatura para o vôo e suas penas não são rijas como a de aves voadoras, sendo invés disso muito macias e que providenciam uma boa camuflagem.



Dessa forma, o kakapo segue a tendência de diversas aves que habitam ilhas oceânicas. Como não possuem predadores em terra, indivíduos com asas atrofiadas e grande tamanho corporal e prosperaram. De modo semelhante ao kiwi possui hábitos noturnos, tem uma visão débil e olfato apurado. As penas localizadas próximas ao seu bico, que são especializadas, funcionam como bigodes sensoriais que o ajudam a se locomover na escuridão. Outra característica exótica é o seu odor intenso, descrito como uma mistura de flores e mel. Em geral, os animais não desenvolvem um cheiro forte para não serem detectados por predadores, porém por ali todos eles eram aves de rapina que usam a visão para caçar e tem olfato pouco desenvolvido. Sua camuflagem é a única defesa efetiva contra eles.



Em seu ambiente, o kakapo ocupa o mesmo papel ecológico que os roedores e pequenos mamíferos. Comem frutos, sementes e pólen e eventualmente de invertebrados. Sua fonte de alimento favorita é um fruto chamado rimu, ao qual sua temporada de frutificação está associada período de reprodução da ave.

Estes são alguns exemplos de espécies que são muito diferentes das encontradas em outras regiões do globo. Outra “esquisitice” é o pato-de-finsch (Chenonetta finschi), um parente do Pato-Australiano-da-Madeira, que não podia voar e vivia distante da água. É o único anatídeo já descoberto que não voa e que tem um modo de vida desassociado do ambiente aquático. Seus ossos foram encontrados longe de lagos e rios e em pontos onde no passado não eram cursos de água. Pela quantidade de exemplares descobertos se supõe que eram numerosos nestas ilhas.


Entre as aves voadoras estão os que são mais parentes mais próximos dos primeiros passeriformes – segundo as amostras de DNA. E Exemplos interessantes de adaptações como o kokako (Callaeas cinerea) uma ave cinza-ardósia que possui uma barbela que funciona como órgão-canoro. Permite que seu canto seja ouvido a quilômetros. Raramente voa a distâncias superiores a 100 metros, se movem pulando de galho em galho, ao qual é muito comparado aos esquilos. Come frutas, flores, samambaias e invertebrados.
Outro é o kereru (Hemiphaga novaeselandiae) um pombo nativo que foi pouco afetado pela extinção em massa que afetou o local. Tem hábitos idênticos a de outros pombos, uma curiosidade é o fato de ser 100% vegetariano, um frugivoro que tem papel destacado na disseminação de drupas. Além do falcão e da coruja neozelandeses que predavam espécies menores


Mas a maior ave voadora e uma das maiores aves de rapina que já existiram foi a Águia-de-Haast (Harpagornis moorei) que media até 3 metros de envergadura e pesava cerca de 14 kg. Sendo evidente a diferença de tamanho entre macho e fêmea, esta última podia alcançar as medidas apresentadas acima enquanto o macho era consideravelmente menor chegando a 2,5 metros e 10 kg.


Alimentava-se das aves não-voadoras da Nova Zelândia como o moa, o pato-de-finsch, o takahe e o kiwi. Estando no topo da cadeia alimentar de seu ecossistema. . Já foram encontrados ossos de moa com grades danos na cintura pélvica, indicando a grande força do rapinante, já que um moa podia ter quinze vezes o seu peso.

Ao que indica podia se mover pelo ar com grande habilidade usando sua cauda -que media até 50 centímetros – para controlar a altitude e suas asas para passar por entre as densas florestas. E suas pernas e músculos fortes permitiam levantar vôo do solo, apesar de seu peso. Podia atacar a uma veloc
idade estimada em 80 km/h atingindo sua presa na bacia e matando com um golpe no pescoço. Suas garras eram perfeitas armas de matar e seu bico encurvado era ideal para abrir a presa e arrancar seus órgãos internos. Como
não havia animais necrófagos uma única carcaça poderia alimentar uma águia por dias. Seu nicho ecológico é muito semelhante ao dos grandes mamíferos carnívoros como tigres, ursos e lobos.


Sabe-se muito pouco sobre seu comportamento, a não ser que caçava de dia e provavelmente vivia em casal.
Porém com a chegada dos Maoris – povo vindo das ilhas Polinésias – por volta do século XV. A fauna do local sofreu grande impacto. Os recém-chegados começaram a caçar os animais nativos, como o moa que servia de fonte de alimento. Sendo caçado constantemente. É o que mostram diversos ossos quebrados e carbonizados, além de colares feitos do mesmo material. Levando a espécie à extinção em menos de cem anos após a vinda dos primeiros humanos. Destino compartilhado por outras aves de grande porte. Não há indícios de que a Águia-de-Haast tenha sido caçada pelos maoris, porém ela também desapareceu devido ao fim de suas presas habituais.

A ação direta do homem não foi o único fator que dizimou diversos pássaros. Com ele vieram espécies invasoras que causaram danos enormes, como o rato-do-pacífico que chegou com os primeiros habitantes. E tal situação se agravou com a chegada dos europeus, que além de caçá-las trouxe uma grande variedade de mamíferos que desestruturaram as populações locais. Como a introdução de mustelídeos como o arminho e a doninha para o controle de coelhos. Mas esses invasores também atacaram aves que fazem ninho no chão. Aves como o kiwi foram seriamente afetadas e outras como a codorniz-da-Nova-Zelândia (Coturnix novazelandiae) foram extintas. Ainda houve espécies como o Takahe que foram consideradas extintas, mas posteriormente foram redescobertas por pesquisadores.


Outro que sofreu foi o kakapo, que antes era uma espécie bem sucedida tendo milhões de indivíduos. Servia de fonte fácil de alimento para os maoris, mas os mamíferos carnívoros causaram um grande estrago. Era um inimigo contra o qual não sabiam se defender. Seu forte cheiro se tornou uma


grande desvantagem, com o olfato apurado os novos predadores aprenderam a identificá-lo facilmente. Quando em perigo, o kakapo fica

paralisado a espera que sua camuflagem o proteja, o que pode ter funcionado com


seus antigos predadores de olfato pouco desenvolvido, mas que não deu certo contra os invasores. Hoje o kakapo é uma ave em perigo crítico de extinção, tendo atualmente uma população de apenas 86 indivíduos.


As espécies extintas antes da colonização inglesa, só se tornaram conhecidas pela biologia com a descoberta de suas ossadas. Em 1839, John Harris achou um fêmur e mandou para o paleontólogo inglês Richard Owen que analisou e constatou ser de uma grande ave. O que foi confirmado depois com a descoberta de vários ossos similares de moas. Em 1872, o pelo naturalista alemão Julio Von Haast descobriu esqueletos que haviam pertencido a uma grande ave de rapina batizada em homenagem ao seu descobridor. Acredita-se que uma pequena população de moas possa ter sobrevivido até por volta de 1830 em um ponto remoto da porção sul.


As aves da Nova Zelândia oferecem um ótimo exemplo de como os nichos ecológicos vagos atuam na diversificação de diversas espécies e como o isolamento causado pelas ilhas gera seres vivos anacrônicos. Também mostra como esses seres vivos são frágeis ao avanço do homem e à introdução de predadores e competidores. Um triste testemunho do que nossas ações podem causar.
Antes mesmo da presença maori alguns animais desapareceram. É o que aconteceu com todas as espécies de pingüins e algumas aves marinhas que residiam no litoral, fenômeno que possivelmente aconteceu devido a mudanças climáticas que também afetaram a diversidade em todo planeta. Porém a mão humana causou os maiores estragos.


Referencias:















quarta-feira, 19 de março de 2008

Animais extintos: Dodô

O blog Evolução e Biologia começa uma seção de textos sobre animais extintos pelo homem. Este é um tema fascinante, retrata espécies que desapareceram, que nunca veremos pessoalmente em um zoologico ou em seu ambiente natural. E por mais que estudemos o que restou deles talvez nunca conheceremos caracteristicas existentes neles, o que os deixa ainda mais intrigantes. E tais seres vivos servem de testemunho para mostrar como nossas ações podem ser destrutivas.

A série começa com a ave que se tornou um símbolo das espécies extintas.

DODÔ


O dodô ou dronte (Raphus cuculattus) é um a ave não-voadora extinta que era endêmica da ilha Mauricio e das Ilhas Mascarenhas, no Oceano Indico.

Media cerca de 1 metro de altura e peso em torno de 16 kg. Se alimentava de frutos e fazia ninho no chão. Tinha uma plumagem cinzeta e um bico grande e maciço, bem caracteristico .Não podia voar, tendo as asas atrofiadas e era uma ave muito lenta e desengonçada e que andava muito mal. Por essa razão foi chamado pelos portugueses de “pássaro doudo” (doido) sendo depois chamado pelos holandeses de dodô. E essa lentidão fez dessa ave um alvo fácil para os marinheiros, o que foi agravado pelo fato de não ter medo do homem. Quando um era morto os que estavam próximos não tentavam fugir e nem se esconder. Os marujos abatiam vários deles, que por serem ricos em carne encontravam neles uma boa fonte de alimento.

A situação se agravou quando os primeiros colonos chegaram na ilha trazendo espécies invasoras como ratos, cães e porcos que atacavam seus ninhos. O último dodô foi caçado em 1681 e nenhum exemplar completo foi preservado.

Recentemente, pesquisadores analisaram o DNA mitocondrial da ave e descobriram que o dodô é parente dos pombos. Descendendo de pombos migratórios que se estabeleceram na ilha a milhões de anos e foram evoluindo para formas de grande porte e perderam a capacidade de voar devido ao ambiente rico em comida e sem predadores.
Fontes

segunda-feira, 3 de março de 2008

Estudo: sapo gigante podia comer bebês-dinossauro


Uma equipe de arqueólogos americanos encontrou o fóssil de um sapo pré-histórico gigante, que seria capaz de comer filhotes de dinossauro existentes em sua época. O "sapo diabo", como foi batizado, além de ser do tamanho de uma bola de boliche, possuia uma grande boca e mandíbulas poderosas.


O animal, que recebeu o nome científico de Beelzebufo - uma mistura de "Belzebu" com "sapo", em latim - pesava cerca de 4,54 kg e media 40,6 cm de comprimento. Ele foi achado em Madagascar, na África, por pesquisadores da Stony Brook University, de Nova York.
A descoberta foi divulgada na edição de hoje do jornal Proceedings of the National Academy of Sciences.
O arqueólogo David Krause, um dos responsáveis pelas escavações, informou que o anfíbio era capaz de comer dinossauros recém-nascidos. Maior do que qualquer sapo vivo atualmente, ele também pode ter sido o maior da espécie em todos os tempos.
Para Krause, "não é impossível que o Beelzebufo abatesse lagartos, mamíferos, sapos menores e até dinossauros recém-nascido". "Deve ter sido um bicho bem malvado", confirmou Susan Evans, paleontóloga do University College de Londres, que também participou da pesquisa.
Segundo o arqueólogo, "este sapo, se tivesse semelhanças com os familiares que vivem hoje no continente, teria hábitos um tanto quanto vorazes", afirmou.
Krause informou que os primeiros ossos do sapo diabo foram encontrados em Madagascar, na costa da África, em 1993, mas somente agora conseguiram juntar fragmentos suficientes para chegar ao que realmente teria sido o animal. A criatura teria habitado o período Cretáceo, há 70 milhões de anos, em uma região onde também foram achados fósseis de dinossauros e crocodilos.
O Beelzebufo provavelmente vivia num ambiente semi-árido e caçava usando sua camuflagem, saltando de forma inesperada sobre suas presas. Embora fosse o rei dos sapos, o animal não é o maior anfíbio que já existiu. Animais como o Prionosuchus, do período Permiano (que terminou há 250 milhões de anos), pareciam crocodilos e chegavam a 9 metros.
O maior animal da espécie encontrado atualmente no planeta é o sapo Golias, que habita o oeste da África e pesa pouco mais de 3 kg.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Evolução dos frutos

POR EDUARDO REAL, COLABORAÇÃO DE RAVICK BITENCOURT

As angiospermas são os vegetais que apresentam flores e frutos, comuns em todo o planeta e importantes para o ambiente e para a espécie humana. A evolução deste grupo e de suas respectivas aquisições está entre os assuntos mais fascinantes da botânica e foi considerado por Darwin um “mistério abominável”, devido à aparição repentina no registro fóssil sem nenhum elo aparente de ligação com outros grupos.

Os primeiros fósseis aparecem por volta de 127 milhões de anos, no Cretáceo inferior. Os primeiros frutos não passavam de folhas carpelares similares a das Gimnospermas, porém fechadas sobre a semente. Igual a certas variedades de hoje em dia.

grupo das Gnetales é o mais próximo das angiospermas sendo um provável transicional entre os dois maiores grupos das fanerógamas.Apresenta as sementes revestidas por uma estrutura semelhante ao arilo e vasos lenhosos muito semelhantes a das angiospermas, porém por não terem flores verdadeiras são classificadas entre as gimnospermas. Outro grupo que pode ser um intermediário é o das Bennettitales que possuem flores muito semelhantes a das primeiras Magnoliáceas.


Com um sistema reprodutor que garantia uma melhor polinização e posteriormente um sistema de dispersão de sementes eficiente esse filo vegetal garantiu uma ampla distribuição geográfica e a ocupação de diversos ambientes com pressões seletivas diferentes resultando em uma enorme diversificação. Por volta de 90 e 80 milhões de anos já dominavam o ambiente terrestre, onde antes reinavam plantas coníferas. E atualmente contam com cerca de 250 000 espécies – mais que qualquer outra divisão Anthophyta.

A função primordial do fruto é proteger a semente durante seu amadurecimento, razão pela qual os carpelos se fecharam. E ao longo do tempo as formas de dispersão foram se desenvolvendo. Cuja finalidade é estender a área da espécie, evitando assim a competição entre os novos indivíduos com a planta-mãe por água, nutrientes e espaço. Garantindo o vigor da progênie comum.


Um dos mecanismos é a anemocoria que é a disseminação através do vento. Um exemplo é a Merremia dissecta, uma convolvulácea que se especializou em vôos curtos através de suas sépalas em formato de hélice. Frutos com esse tipo de disperção não apresentam endocarpo carnoso e tem estruturas que facilitam o transporte pelo ar muito como o dente de leão.


Outro tipo é a hidrocória que usa a água como dispersor, notadamente tais frutas apresentam aquisições que lhes permite flutuar. O coco (Cocos nucifera) consegue boiar graças ao seu interior lenhoso, sendo levado ao sabor das ondas até terra firme, tendo ampla distribuição por regiões litorâneas.

Um exemplo curioso é o pepino-do-diabo (Ecballium elaterium). Essa espécie possui frutos que quando estimulados por algum toque, explodem lançando as sementes violentamente pelo ambiente. Esse fenômeno é chamado balocoria e não se trata de um caso raro, ocorrendo em vários vegetais.


Um dos métodos de dispersão mais comum é a zoocoria que tem animais como agentes dispersores. Este tipo possui uma grande diversidade de formas como a ectozoocoria no qual a estrutura que contem a semente se fixa no indivíduo através de espinhos ou estruturas grudentas e são levadas a outras áreas.

Na maioria das vezes, o fruto é ingerido e as sementes passam pelo trato digestório sendo eliminadas pelas fezes. Esta entre as primeiras formas de disseminação. Figos, frutas-pão e uvas existem desde a época dos dinossauros e com certeza fizeram parte da dieta desses répteis.


Estas estruturas apresentam, em geral, certas adaptações como cor vistosa, polpa saborosa e aroma atraente como o noni (Morinda citrifolia) que além de cor e sabor intensos tem um forte odor que atrai vários disseminadores. Outras características são sementes resistentes e até laxativos que fazem com que a semente fique dentro dos intestinos do animal durante o tempo certo.


Em geral vários mamíferos, aves, répteis e peixes têm papel destacado na distribuição de sementes. Até mesmo formigas podem ser transportadoras (mirmecocoria), sendo atraídas pelos oleossomos, reservas nutritivas dispostas no exterior da semente.


Na trajetória evolutiva cada espécie que possui esse tipo de dispersão está relativamente bem adaptada aos seus dispersores. Evoluindo junto com eles e tendo suas estruturas bem ajustadas. Essa relação pode levar a dependência e se uma das partes for extinta ou tiver redução drástica do número a outra também está ameaçada. Como no caso abaixo.


Existem arvores frutíferas na América Central como a Crescentia alata e a Annona purpurea que apresentam frutos com 20 e 30 centímetros de comprimento, respectivamente. E por terem um grande porte, tais frutos não possuem os agentes de dispersão adequados. Cotias, pecaris e outros mamíferos nativos podem consumir ou movimentar alguns, mas a maioria perece próxima à base da arvore, não ocorrendo uma dispersão adequada. Por causa destes desajustes são consideradas “anacronismos neotropicais” por alguns estudiosos.


Se não estão perfeitamente adaptadas a fauna atual, não se pode dizer o mesmo da megafauna extinta a 10 mil anos atrás. Cavalos gigantes, gonfotérios e mastodontes pisaram nessas florestas e consumiram tais frutos. Uma palmeira, a Scheelea rostrata produz cerca de 5 mil frutos a cada frutificação. Um ou outro é pego por pequenos mamíferos, mas a maioria apodrece no pé. O tamanho da safra e o porte do fruto são compatíveis com um gonfotério e a capa rija da semente a protegeria de sua possante mastigação. Eles desapareceram, mas as espécies de árvores por onde passavam ainda existem.


O mesmo acontece na América do Sul, como o abacate – com seu caroço levemente tóxico – que estaria adaptado a herbívoros como a preguiça-gigante. Durante milhões de anos eles co-evoluiram de modo que ambos estivessem bem adaptados um ao outro.


Com a extinção de seus companheiros, essas variedades ficaram obsoletas, e variedades com tamanhos mais modestos não foram selecionadas durante o período, não tendo tempo para se adaptarem. O motivo para que as “frutas viúvas” continuem existindo é que podem ser dispersas por fatores físicos como as águas de uma cheia ou quando a arvore que lhes deu origem fica em um terreno alto, mesmo os pequenos animais podem espalhar exemplares. Apesar da ineficiência da dispersão e do excessivo gasto de energia.


Existem casos mais trágicos de dependência. Como a calvária (Sideroxylon grandiflorun), que vive nas Ilhas Maurício e tinha número muito reduzido. Mesmo quando plantadas pelo homem não germinavam. Stanley Temple concluiu que as sementes da árvore só se tornava ativa após passar pelo estomago do dodô (Raphus cucullatus) seu antigo dispersor que foi extinto pelos primeiros colonos do arquipélago. Existiam algumas poucas calvárias no arquipélago, todas com mais de trezentos anos, nasceram na época em que os últimos dodôs foram mortos. A espécie foi salva, pois pesquisadores alimentaram perus com as sementes, conseguindo o mesmo efeito.


Outro fato, porém incomum, é o disseminador que apresenta risco para o vegetal. Este desajuste é observado por biólogos é a relação entre a maruleira (Sclerocarya birrea) e o elefante (Loxodonta africana), seu principal agente dispersor, que ao se alimentar quebra muitos galhos, causando danos na arvore-mãe, podendo até matá-la. Apesar de seu efeito benéfico causa danos nas populações de amaruleiras e prejudica seu ciclo reprodutivo.


Outra adaptação exigida pela dispersão endozoocórica é a proteção da semente, onde está o embrião, que precisa passar pelo sistema digestivo sem danos. Isso explica o fato da maioria das frutas só apresentarem cor e sabor chamativo quando a sementes estão resistentes. A maioria possui sementes que resistem ao tipo de dispersor ao qual estão adaptadas. Frutos como a marula e o guaraná possuem caroços bem duros que resistem a bichos de grande porte.


Porém existem espécies que não possuem sementes resistentes ao avanço de animais, pois sua dispersão não é feita por eles. Os frutos caem no chão e se decompõem e as sementes germinam. Tais plantas desenvolveram defesas para suas sementes. Como substancias venenosas.


Qualquer animal que comer um destes frutos acabará “educado” e dificilmente repetira a experiência. Podendo até morrer, em caso mais graves. Certos vegetais dão a pista de como houve esse tipo de seleção.


O kino (Cucumis metuliferus) que possui estirpes comestíveis e outras amargas ou venenosas. Que prevalecem quando na existência de animais destruidores de sementes, porem sem eles os comestíveis se dispersam em uma quantidade muito maior que a outra linhagem. O mesmo acontece com certas macadâmias.

Podemos encontrar essas diferenças em espécies com pequeno grau de parentescos, como o gênero Solanun que possui espécies de fruto venenoso, outras de sabor amargo (como o jiló) e as que são perfeitamente comestíveis (como o tomate e a berinjela).


Ainda existem casos bem raros como o akee que não é venenoso apenas na maturação ideal, antes ou depois é altamente tóxico.

Toxinas não são as únicas armas, espinhos consistem em uma boa forma de proteção. Podem estar localizados na superfície do fruto, em ramos adjacentes (como no limão) e até em volta da semente, como no pequi. Que possui inúmeros espinhos em torno do caroço, que se desprendem quando ele é mordido. Porém, gambás e certos pássaros conseguem consumi-lo, sem danificar a semente.


Existem ainda os cactos que possuem frutos cobertos de espinhos. Com isso, apenas alguns poucos animais conseguem se alimentar deles. Os jabutis de Galápagos são um exemplo clássico, comem os frutos dos cactos, mas como possuem bico córneo não se importam com espinhos.


A evolução dos frutos, de uma forma geral, aconteceu de modo a proteger a semente e a dispersa-las de uma forma eficiente.


Mostrando como os seres vivos podem se adaptar, levando a grandes modificações ao longo do tempo.





Referencias:


Ridley, Mark (2006) Evolução. Blackwell publishing. 300-302

Souza, Vinicius & Lorenzy, Harri (2007) Chave de Identificação para as princiais famílias de angiospermas nativas e cultivadas no brasil. Instituto Plantarum


Gonçalvez, Eduardo & Loreinzi, Harri (2007). "Morfologia Vegetal: Organografia e Dicionário Ilustrado de Morfologia de Plantas Vasculares". Instituto Plantarum.



http://pt.wikipedia.org/

http://es.wikipedia.org/

http://geocities.com/rapinibot/Origin/aula1.htm

http://freewebs.com/rapinibot/encobio/aula3.htm

http://bot.cb.santagiulia.edu.br/index.php?id=80&mno=GruposVegetais

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Polvo mímico

No vídeo abaixo é mostrado o polvo mímico (Thaumoctopus mimicus), descoberto em 1998 no mar de Sulawesi, Sudeste Asiático. Ele chama a atenção porque além de conseguir se camuflar imitando a cor e a textura do ambiente como os demais polvos, consegue mimetizar outros animais que vivem em seu ambiente. Imitando a forma física e o movimento de diversas outras espécies, incluindo linguados, peixes-leão e cobras do mar, além de estrelas-do-mar, caranguejos gigantes, conchas de moluscos, raias, águas-vivas, anêmonas e camarões. Se fazendo passar por espécies venenosas ou que possuam um sistema de camuflagem ou defesa eficiente consegue afastar os predadores. Outra vantagem de seu comportamento peculiar é o de poder se aproximar de possíveis presas sem ser tomado como um animal nocivo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Um elo na evolução dos crocodilos


Animal que viveu há 80 milhões de anos é forma intermediária entre espécies primitivas e atuais


Fósseis de uma nova espécie de crocodilomorfo podem esclarecer uma parte até então obscura da história evolutiva desses animais. O Montealtosuchus arrudacamposi, que viveu há cerca de 80 milhões de anos, durante o período Cretáceo Superior, tem características morfológicas intermediárias entre as formas pré-históricas e atuais de crocodilos.


O novo crocodilomorfo brasileiro foi descrito a partir de três esqueletos quase completos e bem preservados. Os ossos foram encontrados em Monte Alto, interior de São Paulo, por pesquisadores do Museu de Paleontologia da cidade e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


“Essa descoberta pode projetar a paleontologia brasileira a níveis internacionais, pois irá reescrever a história da evolução dos crocodilos”, destaca o geólogo Ismar de Souza Carvalho, professor do Departamento de Geologia da UFRJ e coordenador do projeto. Antes, crocodilomorfos primitivos e atuais formavam grupos com características muito distintas.


A classificação da nova espécie como uma forma intermediária de crocodilomorfo baseou-se em análises de seu crânio. O formato do palato e a articulação entre crânio e mandíbula revelam aspectos pertencentes a uma categoria de transição no processo evolutivo desse grupo.


O M. arrudacamposi foi considerado um animal atípico, pois se diferencia muito dos jacarés e crocodilos atuais. Ele pesava cerca de 40 kg e media entre 1,30m e 1,70m de comprimento. As pernas longas e os olhos dispostos na lateral da cabeça indicam que se tratava de um predador com hábitos totalmente terrestres. O formato de seus membros demonstra que o animal se deslocava com destreza em terra firme, ao contrário dos exemplares de hoje em dia. Ele apresentava ainda placas dérmicas em seu dorso como forma de proteção.


Segundo os pesquisadores, o animal viveu em ambientes de clima sazonal, com longos períodos de seca e chuvas torrenciais esparsas, que formavam rios temporários. O M. arrudacamposi dividia essa paisagem com dinossauros de grande porte, tartarugas aquáticas e outros crocodilomorfos terrestres.


Técnicas pioneiras de análise

Para a descrição da nova espécie, publicada na edição de outubro do periódico Zootaxa, foram usadas técnicas pioneiras de análise dos fósseis. Segundo o geólogo Felipe Mesquita de Vasconcellos, aluno de doutorado da UFRJ e membro da equipe, a pesquisa empregou tecnologia digital e tomografia para a construção de um modelo virtual tridimensional do M. arrudacamposi.


“Com essas técnicas, podemos perceber o formato interior da caixa craniana e da estrutura muscular do animal”, afirma Vasconcellos. “Além disso, o formato do palato nos dá uma idéia da força de sua mordida.”


A cidade de Monte Alto é conhecida por ser um importante sítio paleontológico. A região está assentada sobre rochas da bacia Bauru e é rica em fósseis de animais do período Cretáceo, desde invertebrados, como moluscos, até vertebrados de grande porte.


O nome Montealtosuchus arrudacamposi é uma homenagem ao município de Monte Alto e ao professor Antônio Celso de Arruda Campos, atual diretor do Museu de Paleontologia de Monte Alto e um dos primeiros a encontrar os fósseis.



Igor Waltz

Ciência Hoje On-line

01/02/2008